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Adoção consciente - Um ato de amor planejado

  • 3 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de mar.

Adoção: Uma amor que trasnfor
Adoção não é sobre dar uma família a uma criança, e sim, receber um amor que transforma vida.

Você já pensou em adoção? Grande parte das pessoas com quem já conversei já considerou a possibilidade de adotar uma criança. Para alguns, é um plano futuro; para outros, algo que talvez possa acontecer quando houver mais recursos; e para uma parte, a ideia deixa de parecer viável quando imaginam mais profundamente o que envolve essa escolha. E tudo bem, é realmente muito importante pensar com carinho na e consciência, especialmente porque a maternidade, de qualquer forma, traz desafios além dos que imaginamos.


Para quem não me conhece, sou a Grazi Mansano: psicóloga e mãe adotiva há 3 anos. Minha maternidade, além de ter nascido por meio da adoção, também é atípica porque meu filho é uma criança com deficiência. A maternidade é maravilhosa, transformadora até, mas isso não significa que não seja, ao mesmo tempo, extremamente exaustiva e desafiadora.


Ao contrário do que muitos imaginam, adotar não é um processo complicado nem inacessível. Você pode ser casado, solteiro, ter casa própria ou alugada, ter uma família convencional ou não... Para iniciar uma adoção judicial, basta entregar os documentos solicitados na Vara da Infância e aguardar a avaliação da assistência social. Nessa etapa, ocorre uma visita à sua casa e uma conversa sobre aspectos financeiros e sobre como será a dinâmica familiar. Depois, vem a entrevista com o psicólogo: você fala sobre seus motivos para a adoção e responde um formulário com preferências como faixa etária, sexo, aceitação ou não de deficiência, disponibilidade para receber irmãos, entre outras questões.


À primeira vista, essas perguntas parecem mesmo estranhas, quase como se estivéssemos realizando uma encomenda personalizada (risos). Mas, pensar cuidadosamente em cada resposta é essencial. Talvez você reflita, como eu já fiz: "se fosse gravidez, eu não teria escolha". É uma forma bonita de pensar, mas que merece profundidade. Por exemplo: se você aceita uma criança com deficiência, quais são as suas reais limitações?


A primeira criança com a qual fomos conectados era acamada. Acompanhar sua vida hospitalar, exigiria muito emocionalmente e financeiramente. E eu precisei admitir, com dor, que não teria condições. Falar em voz alta "eu quero viajar com meu filho" me fez sentir egoísta demais e até hoje penso se aquela criança encontrou alguém que pudesse estar ao seu lado. Mas precisamos reconhecer nossas limitações. Assim como também é preciso estar preparado para o fato de que, um dia, esse filho poderá querer saber sobre a família biológica ou talvez possa manifestar algum tipo de rejeição ao não aceitar a nova família imediatamente. Tudo isso faz parte do pacote real da adoção.


Bom, após uma entrevista sincera, o psicólogo avalia se você está apto a entrar na fila de adoção. Depois, há um rápido treinamento sobre o processo e, então, começa a fase mais temida e ansiosa: a espera. No nosso caso, não fizemos muitas restrições, o que acabou acelerando o encontro com o nosso filho. Quando você é conectado ao perfil de uma criança ou adolescente, recebe sua história, vai conhecê-la pessoalmente e ,após a criação de vínculo, inicia-se a adaptação ao novo lar.


A adoção consciente começa quando você tem clareza sobre as dificuldades que encontrará na maternidade adotiva, sobre suas expectativas e sobre a transformação profunda que sua vida vai passar. Tudo mudará: rotina, planos, prioridades. Ser mãe é algo realmente inexplicável! Mas não é um combo de felicidade garantida; assim como a vida, tem seus altos e baixos. Ainda assim, é uma experiência única e, apesar dos desafios, é apaixonante.


E você, tem dúvidas sobre a adoção? O que pensa sobre esse tema? Me conte nos comentários se quiser saber mais.

E aproveito para te convidar a enviar uma mensagem para uma mãe atípica dizendo o quanto ela é admirável, garanto que fará diferença no dia dela.


Maternidade Adotiva
Grazi é mãe do Lorenzo de 7 anos e faz parte da diretoria do Movimento Mãe Onça.



Até logo!

Com amor,

Grazi 🩷



1 comentário


grazi.mansano
10 de mar.

Obrigada pela partilha! Adorar exige coragem, amor e consciência. E é mais fácil do que pensam 🩷

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