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Quando a escola não está preparada, só nos resta LUTAR

  • 18 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 23 de mar.


A inclusão escolar ainda está longe de ser realidade para muitas famílias. Por trás de cada aluno neurodivergente na escola regular, existe uma história de luta, resistência e enfrentamentos diários contra a falta de empatia e profissionais formados e qualificados.


Gabriela @sobre_rodas_gabriella
Gabriela @sobre_rodas_gabriella

Grabriella, 22 anos, diagnosticada com paralisia cerebral, grau 4, no nascimento por falta de oxigênio no cérebro. Com nascimentos prematuros, seu irmão gêmeo, Gabriel, infelizmente faleceu 3 meses após o nascimento. Contrariando a medicina, apesar de toda a sua limitação e uso da cadeira de rodas, Gabriella é verbal e tem uma vida ativa. Se considerando uma sobrevivente, luta pelos direitos das pessoas com deficiências, desde que "se entende por gente".


O relato a seguir é de quem viveu, na prática, os desafios da inclusão escolar. Uma história marcada por barreiras, mas também por força, persistência e a certeza de que desistir nunca foi uma opção.


Gabriela quando criança
Gabriela quando criança
Eu, Gabriella, estudei na APAE dos meus 1 ano até os 15 anos, onde eu tinha mais tranquilidade e adaptações.

Por começar a receber bullying e os responsáveis não fazer nada por serem deficientes e pediam para eu aguentar por ser verbal e ter entendimento, solicitei a mudança para a escola municipal. Mas, quando fui para a escola regular, tudo piorou. A escola não estava preparada para me receber. A APAE disse que estava tudo certo, porém, quando cheguei, tive uma surpresa: a escola não tinha nada preparado e nem cuidador.
Aí começou a luta. No mesmo dia, eles conseguiram uma cuidadora, mas surgiu outro problema: o transporte para eu ir à escola. Eles não queriam fornecer o que eu realmente precisava. Foram 7 meses de luta até eu conseguir, porque uma van comum não atendia minha necessidade — eu precisava de um transporte adequado para transportar a cadeira de rodas, já que não dava para me carregar no colo sem alguém preparado. Mesmo assim, eles não queriam fornecer de jeito nenhum. Foram sete meses insistindo até eu conseguir. Mas a cuidadora também não queria que eu conquistasse isso. Ela dizia que eu não era capaz, que eu deveria desistir, porque eu não ia conseguir.
Um dia, quando finalmente consegui, ela disse surpresa: “Ué, você conseguiu?” E eu respondi: “Sim. Porque se eu dependesse de você, não teria conseguido até hoje.”
Além disso, ela também não queria que eu tivesse o material adaptado na escola, o que dificultava ainda mais meu aprendizado, já que eu não estava conseguindo acompanhar as aulas e por ficar muito tempo sentada me cansada rapidamente. Tentei conversar com ela com calma e até mesmo com os responsáveis da escola, mas não quiseram me ouvir. Então, segui firme, do meu jeito, até o fim.

Na tentativa de ser incluída com dignidade, Gabriella acabou interrompendo os estudos na oitava série. Segundo a direção da escola, alunos com deficiência precisariam entrar na justiça para permanecer na rede regular.


Gabriella finalizou a entrevista com uma mensagem para as mães atípicas:

Mas o que eu posso dizer para essas mães com filhos pequenos é que não desista de lutar pelos filhos porque são capazes de aprender, cada um no seu tempo, mas são capazes basta acreditar neles. Se vocês não acreditar ninguém mais vai acreditar. E se seu filho precisa estar na escola especializada, não tenha preconceito, faça o que é melhor para ele. Sei que é cansativo, mas lute pelo seu filho.

Apesar das dificuldades, Gabriella nos contou que tudo isso só mostrou o quanto ela é capaz, mesmo quando todos diziam ao contrário e reforça:


Não podemos ficar presos no diagnóstico, se ficarmos preso nisso não faremos mais nada!

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O Movimento Mãe Onça ressalta que existem leis que garantem a permanência do aluno com deficiência na escola regular e segue na luta contra os retrocessos na educação inclusiva.

Se precisar de orientação jurídica, entre em contato conosco.



Para acompanhar mais sobre a Gabriella:

📲 @sobre_rodas_gabriella

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